sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Cloud Computing
Novas leis acerca da neutralidade na web
Na semana passada a FCC renovou as suas leis no que toca ao regulamento e controlo nas larguras de banda. Como é sabido, os ISPs actualmente alocam a largura de banda por cliente, não de maneira neutral mas sim de acordo com os serviços e contratados.
Apesar de uma gestão deste tipo ser importante, creio que seria relevante, primeiro, assegurar a quantidade de largura suficiente para o número de clientes em questão. Só depois se faria este controlo de alocação - permitir mais largura para um cliente com serviços de televisão, etc.
As novas leis, tentam enfrentar estas situações, mas como se pode ler no resto da notícia, podem levar a problemas ainda maiores como a diminuição da qualidade do serviço ou o aparecimento de taxas adicionais de pagamento para de facto ter prioridade em relação aos outros utilizadores. No fundo ficamos na mesma situação só que com mais burocracia em cima.
É importante rever esta situação de modo a que se encontra medidas que, de facto, façam face a este rol de questões.
Fundador do Facebook nomeado pessoa do ano pela Times
Mark Zuckerberg foi eleito pessoa do ano, pelos seus feitos como fundador do Facebook. É indiscutível o sucesso desta plataforma e da revolução que provocou. Pessoas que, dantes, nem num computador sabiam mexer são agora utilizadores activos. Aliás, devem ser poucas as pessoas (pelos menos dentro da faixa etária adequada) que não conhecem o Facebook.
Por outro lado, e como se pode ler na continuação do artigo, a empresa parece ser gerida de maneira pouco usual, sem uma hierarquia totalmente definida. Não existem escritórios separados e todos trabalham numa só sala. Apesar de caótico funciona. Realço este aspecto porque me parece bastante interessante: resulta num agradável ambiente de trabalho onde todos cooperam entre si.
Um exemplo a seguir por todos.
Apple com domínio no mercado da música
"Despite unrelenting competition from numerous online music vendors—particularly Amazon—iTunes has managed to actually increase its market share. The music service now makes up 66.2 percent of the online music market, according to new numbers from NPD, with Amazon coming in second with 13.3 percent for the third quarter of 2010.
iTunes has managed to increase its share from 63.2 percent earlier this year, even as Amazon has made aggressive efforts to chip away at iTunes' customer base and artist exclusives. In fact, Amazon was so good at pushing its "Daily Deal" promotions (deeply discounted albums of hot bands) that Apple apparently felt threatened by it—an anonymous music industry exec said earlier this year that Apple was stepping up pressure on artists to avoid Amazon's music promotions, lest they lose their valuable marketing support from iTune(...)" in ArsTechnica
É interessante ver que, apesar de esforços de numerosas empresas, a Apple continua a dominar esta área. Com 66% do mercado é fácil perceber o poder que a companhia de Steve Jobs tem actualmente. Seria interessante que surgissem, com força, novos players (tal como a Amazon) e que fizessem realmente frente à Apple. Novos modelos de negócios, ofertas diferentes, etc, tudo seria útil e, como se sabe, quanto maior a variedade de oferta e concorrência melhor é para o utilizador final - quer em termos de de qualidade quer em preço.
Um assunto para acompanhar com interesse.
L.quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
EUA fecham sites
The domains of torrent sites that link to illegal copies of music and movie files and sites that sell counterfeit goods were seized this week by the Immigration and Customs Enforcement division of the Department of Homeland Security. Visitors to such sites as Torrent-finder.com, 2009jerseys.com, and Dvdcollects.com found that their usual sites had been replaced by a message that said, "This domain name has been seized by ICE--Homeland Security Investigations, pursuant to a seizure warrant issued by a United States District Court.(...)"
in CNET
Recentemente foram fechados, nos EUA, uma série de mais de 70 domínios sem qualquer pré-aviso. Ilegais ou não (alegadamente associados a partilha ilegal de ficheiros) a verdade é que estas acções tiveram lugar sem qualquer julgamento associado.
Isto abre, assim, novos precedentes, no que toca a este tipo de domínio (leia-se, a Internet). Percebemos assim que o governo consegue passar por cima da jurisdição existente - que nos Estados Unidos, é bastante forte - e intervir por cima de todos.
É importante que este tipo de páginas (e actividades) seja controlada, mas não desta maneira ;)
L.
Windows Phone 7
Representando uma ruptura com o passado, o novo SO apresenta uma imagem muito mais estilizada e revolucionária, e vai de encontro ao que os utilizadores pretendem de um terminal móvel. Antevê-se assim uma séria concorrência com os outros principais adversários - iOS e Android.
Deixo um pequeno filme de introdução ao sistema operativo e a várias máquinas que o correm:
Wikileaks, what else?
Bem ou mal o seu fundador foi levado em prisão preventiva (com queixas que, alegadamente, não estão em nada relacionadas com o próprio site) e entretanto já se encontra novamente em liberdade, enfrentando porém um pedido de extradição por parte dos EUA.
Nos últimos dias a página web lançou uma quantidade brutal de documentação - supostamente secreta - à qual nem Portugal escapou ileso. Entretanto a página web tem vindo a saltar de servidor em servidor porque ninguém, com medo de repercussões, deseja ficar com esta batata quente em mãos.
A propósito deste assunto, muito se tem falado de liberdade de expressão e do direito à informação. É de facto que esse valor deve ser tomado em conta (e até é importante referir que o wikileaks tem jornalistas credenciados, responsáveis por verificar a autenticidade das notícias submetidas), mas é preciso também perceber quando se começa a infringir o também vital direito à privacidade. Quando se dá estas colisões, decerto a esta escala mundial, alguém acabará por sair em mau estado. Por enquanto apenas foi o fundador, Julian Assange.
Over and out ;)
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Incovinientes das Redes Sociais
“Life insurers are testing an intensely personal new use for the vast dossiers of data being amassed about Americans: predicting people's longevity. (...)
Increasingly, some gather online information, including from social-networking sites. Acxiom Corp., one of the biggest data firms, says it acquires a limited amount of "public" information from social-networking sites, helping "our clients to identify active social-media users, their favorite networks, how socially active they are versus the norm, and on what kind of fan pages they participate.” (...)”
in The Wall Street Journal
Tal como se pode ler na notícia, várias seguradoras actualmente analisam o perfil dos clientes, de modo a melhor definir o prémio de cada um.
Esta situação também se verifica na análise da candidatos para empregos, onde é feita a análise de perfis de redes sociais, como o facebook, para melhor conhecer o candidato.
Falta de privacidade?
A verdade é que estas informações são publicas - para todas as pessoas - por nossa acção e, caso não queiramos que este tipo exposição indesejável, o melhor é mesmo evitar qualquer uso deste tipo de redes sociais, até mesmo porque o seu propósito é mesmo esse, socializar.