Muito se tem falado do Wikileaks nos dias que correm.
Bem ou mal o seu fundador foi levado em prisão preventiva (com queixas que, alegadamente, não estão em nada relacionadas com o próprio site) e entretanto já se encontra novamente em liberdade, enfrentando porém um pedido de extradição por parte dos EUA.
Nos últimos dias a página web lançou uma quantidade brutal de documentação - supostamente secreta - à qual nem Portugal escapou ileso. Entretanto a página web tem vindo a saltar de servidor em servidor porque ninguém, com medo de repercussões, deseja ficar com esta batata quente em mãos.
A propósito deste assunto, muito se tem falado de liberdade de expressão e do direito à informação. É de facto que esse valor deve ser tomado em conta (e até é importante referir que o wikileaks tem jornalistas credenciados, responsáveis por verificar a autenticidade das notícias submetidas), mas é preciso também perceber quando se começa a infringir o também vital direito à privacidade. Quando se dá estas colisões, decerto a esta escala mundial, alguém acabará por sair em mau estado. Por enquanto apenas foi o fundador, Julian Assange.
Over and out ;)
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